Sensoriamento Remoto: como funciona na prática?

Sensoriamento Remoto: como funciona na prática?

Sensoriamento Remoto: como funciona na prática? Reprodução: canva

Primeiramente, entenderemos o que é o Sensoriamento Remoto-SR, uma técnica de imageamento remoto a distância, onde, a coleta dessas imagens é feita com uso de satélites e radares munidos de sensores. As imagens coletadas dão origem aos mapas topográficos. 

Até a década de 70, as imagens eram obtidas por meio das Fotografias áreas, logo em seguida, com o advento dos satélites e sensores, surgiu o que conhecemos hoje, como Sensoriamento Remoto. Depois disso, foi possível obter as imagens que conhecemos hoje, representadas em sistemas como o Google Earth. 

Desta forma, o Sensoriamento Remoto refere-se a maneira como obtemos imagens a distância, sobre a superfície da Terra. Para saber mais sobre o Sensoriamento Remoto e suas aplicações, continue a leitura

 

O que é Sensoriamento Remoto?

Já falamos do conceito de Sensoriamento Remoto, como técnica de obtenção de imagens sem a necessidade de contato com a superfície, mas, o processo vai além, com o tratamento, armazenamento e análise dos dados obtidos.  

Os princípios do Sensoriamento Remoto, são baseados em adquirir as informações armazenadas pelos sensores, obtidas quando a luz solar toca uma superfície, fazendo com que essa superfície irradie energia eletromagnética e sua imagem seja captada pelos sensores. 

Com essa técnica é possível conhecer dados geográficos, distribuição do espaço, divisão das áreas urbanas e rurais, além da possibilidade de identificar áreas de focos de incêndios e desmatamento. Isto é, poderíamos comparar os sensores, com “câmeras fotográficas”.

As cores que observamos, são captadas dos objetos em diferentes comprimentos de ondas, obtidos em intervalos ou regiões, que possuem determinados posicionamentos, iniciando com o infravermelho, seguido do vermelho, azul e ultravioleta. 

As imagens captadas pelos sensores são analisadas, tratadas e armazenadas em Bancos de Dados. Essas imagens são digitais e formadas por um conjunto de “pixels”, sendo assim, sua interpretação requer o uso de recursos computacionais avançados.

Posteriormente, essas imagens são utilizadas na cartografia, meteorologia, gestão de recursos naturais, análise do crescimento urbano, detecção de desastres naturais, desmatamentos e queimadas.  

No Brasil, existem 4 satélites que captam as imagens do território nacional, o Landsat -5 e -7, CBERS – 1, SPOT e NOAA – AVHRR, segundo informações do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Benefícios

O Sensoriamento Remoto é uma tecnologia que possui diversos benefícios e permite a sua aplicação em todos os setores da Economia. Por exemplo, na agricultura, em atividades como a identificação da variabilidade no desenvolvimento de uma determinada cultura. 

São inúmeras situações que podem ser monitoradas, usando Sensoriamento Remoto. No caso da agricultura, é possível tomar decisões mais assertivas a respeito da área de plantio e na identificação de problemas como pragas e doenças. Sendo assim, o produtor rural terá mais segurança em sua lavoura. 

Facilidades

As imagens de satélites já fazem parte dos nossos dias, o uso cada vez mais comum de aplicativos com mapas de localização têm permitido aos usuários facilidades nunca vistas. 

Além disso, para estudantes, pesquisadores e profissionais, as imagens de Sensoriamento Remoto tornam suas atividades mais precisas e ágeis. O uso de equipamentos e softwares têm agilizado tarefas, como o mapeamento e monitoramento ambiental. 

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Como funciona na prática?

Para que essa tecnologia funcione, é importante destacar, que existem alguns elementos que regem o sistema, os quais são:

  • Sensor; 
  • Objeto ou área de estudo;
  • Radiação eletromagnética refletida ou emitida.

Os sensores acoplados em satélite, avião ou drone fazem a coleta de dados de um determinado ponto da superfície, por meio da detecção de energia refletida pela superfície. 

Sensoriamento Remoto: como funciona na prática? Reprodução: canva
Sensoriamento Remoto: como funciona na prática? Reprodução: canva

Uma vez que, as ondas eletromagnéticas entram em contato com o objeto de estudo, cada superfície reage de maneira diferente, influenciando diretamente na qualidade da imagem.  

As superfícies e elementos de cores mais claras refletem mais energia, enquanto, o preto e as cores mais escuras refletem menos energia. Dessa forma, o ambiente e a região onde o objeto de estudo se encontra, serão fatores determinantes na qualidade da imagem obtida.

Tipos de Sensoriamento Remoto

Destacamos mais uma vez, um exemplo do Sensoriamento Remoto em nosso dia-a-dia, o Google Earth, que combina imagens de satélites, imagens áreas e até mesmo fotografias registradas por usuários. 

As imagens obtidas, têm origem em dois processos diferentes e por isso, classificamos o Sensoriamento Remoto em dois tipos, segundo a fonte de sinal que utiliza, para fazer a exploração do objeto. Sendo esses chamados de sensores ativos e passivos. Veja abaixo, o que cada um deles representa e o seu funcionamento. 

Sensores Passivos

Os sensores passivos necessitam da luz refletida, isto é, respondem a estímulos externos para o seu funcionamento. Uma vez, detectada a radiação solar refletida e a radiação térmica, é feita a detecção da imagem. 

O Landsat é o principal exemplo de uso dos sensores passivos, que na sua maioria são do sistema “scanner”, dando origem as imagens multi espectrais, que permitem muitas interpretações e uma diversidade de uso. 

Sensores Ativos

Quando o sensor possui a capacidade de emitir energia artificial para monitorar um ponto na superfície da terra, é chamado de ativo. Esse processo é possível quando temos satélites de radiação eletromagnética, que irradiam comprimentos de ondas longos, com isso, consegue monitorar sem necessidade da luz do sol.

O principal exemplo de sensor ativo é o Radar, um sistema que permite monitorar e detectar mudanças na superfície da terra, trabalhando com imagens de sistemas de altímetros. Logo, esse sistema, apresenta diversas vantagens, como a possibilidade de monitoramento dia e noite. 

Como são coletadas as imagens?

A Coleta de Dados no Sensoriamento Remoto acontece em três diferentes níveis: terrestre, aéreo e orbital. Quando falamos de imagens remotas, lembramos dos satélites, no entanto, existem outras maneiras de coletar esse tipo de imagem. 

As primeiras imagens coletadas remotamente foram de avião, e a Aerofotogrametria foi uma das percussoras do Sensoriamento Remoto.

Como citado anteriormente, em meados da década de 70, com o desenvolvimento tecnológico, a fotografia aérea foi sendo substituída pelas imagens de satélite, mas, atualmente, a fotografia aérea retorna ao seu lugar, com o uso de VANTs (veículos aéreos não tripulados).

Confira abaixo, como os drones estão sendo usados no SR.

Drones no Sensoriamento Remoto

O uso dos Drones para obtenção de imagens remota, se tornou popular nos últimos anos, com o rápido desenvolvimento das tecnologias VANTs. O que temos atualmente, são Drones com uma estrutura mais leve e maior capacidade no processamento de dados. 

Com Drones cada vez mais sofisticados e modernos, têm sido possível acoplar equipamentos de captura de imagens e sensores de navegação e variações climáticas, obtendo assim, uma grande diversidade de dados, em curto espaço de tempo e com baixo custo.

Sendo assim, temos inúmeras possibilidades de monitoramento em áreas de preservação ambiental e na agricultura. Visto que, já existem diversos estudos e experimentações com o uso de Drones, capaz de obter dados específicos, como a umidade do solo. 

Uma das pesquisas de maior destaque esse ano, foi o lançamento de um plano de monitoramento de formigas em um campo de plantação de eucalipto. Uma parceria entre a fabricante de papel e celulose, Klabin e a Radaz, uma startup especializada em radares de sensoriamento remoto e financiado pela FAPESP. 

Sensoriamento Remoto na Agricultura

O crescimento tecnológico chegou ao campo, depois disso, a agricultura segue em direção de algo que os especialistas chamam de Agricultura 4.0.

Esse conceito de Agricultura inteligente, acompanha as mudanças implantadas no campo, com o uso da Agricultura de Precisão, comunicação Máquina a Máquina (M2M), recursos como Big Data e Internet das Coisas (IoT).

Com o uso de Drones, têm sido possível acompanhar a lavoura mais de perto, identificando focos de irregularidades, auxiliando na gestão do campo e na tomada de decisão, para o melhor andamento da produção. 

Sensoriamento Remoto: como funciona na prática? Reprodução: canva
Sensoriamento Remoto: como funciona na prática? Reprodução: canva

O Brasil, como um dos maiores produtores e exportadores de soja, café e carnes, possui a responsabilidade de tecnificar a sua produção, para otimizar o uso dos Recursos Naturais e também o aumento da produção agropecuária.

No campo, são usados dois principais índices de monitoramento: NDVI (Índice de Vegetação da Diferença Normalizada) e NDRE (Índice de Vegetação Normalizada de Borda Vermelha). Esses índices são de grande importância no monitoramento das condições da lavoura, no acompanhamento dos estágios de desenvolvimento das plantas. 

Em suma, com os dados e recursos do Sensoriamento Remoto, temos uma diversidade de serviços a serem executados na Agricultura, Pecuária e Gestão de Recursos Naturais. 

Futuro do Sensoriamento Remoto

Há muito tempo, nos questionamos sobre o que ainda está por vir de recursos tecnológicos. No que diz respeito ao SR, o uso das Tecnologias VANTs, trouxe um avanço para o campo, mas, essas tecnologias, ainda prometem se tornar ainda mais eficientes, alcançando dados ainda pouco explorados. 

Além disso, em conferência realizada em 2020, pelo portal Defesa Net, visando falar do futuro do SR orbital, destacou-se que, a tendência futura diz respeito as constelações de pequenos satélites, que está sendo chamado de Novo espaço – “New Space”. 

Mercado de trabalho e empregos

A Revista Mundo Geo em 2020, trouxe uma reportagem em que destacava o crescimento do mercado de trabalho para a área de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento. 

O que foi chamado de indústria espacial, chegou aos dias atuais com diversas oportunidades de trabalho nesse segmento. Áreas de formação, como Geografia, Engenharia Ambiental e Geologia, toraram-se algumas das profissões mais requeridas no mercado.  

No entanto, ainda temos a ausência de profissionais qualificados, com conhecimentos em Geotecnologias, Base de dados e interpretação de imagens e uso de Softwares como o do sistema ArcGIS pro.

A Geo Sem Fronteiras, é especialista na formação de profissionais nas mais diversas áreas das Geotecnologias. Já são mais de 50 mil alunos, formados em:  

Conheça o Curso Analista em Sensoriamento Remoto

O curso de Analista em Sensoriamento Remoto conta com material didático formado por aulas gravadas e conteúdo em PDF. São 10 módulos, totalizando 200 horas e ao final do curso o aluno receberá um certificado de Analista em Sensoriamento Remoto. 

As aulas são ministradas pelo Professor Carlos Alberto, Doutor em Ciências Ambientais e militar da reserva da Força Aérea Brasileira. Suas experiências profissionais são com: área de Defesa, Sensoriamento Remoto e Processamento de Dados.

As vantagens de participar desse curso são diversas, pois, o aluno poderá contar com um grupo exclusivo no Telegram, 2 anos de acesso às aulas, aulas práticas e suporte ao aluno, para tirar dúvidas e auxiliar na instalação dos softwares. 

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